Tradicionalmente, os calouros que entram na UnB são recebidos, a cada início de semestre letivo, com uma aula inaugural. Neste ano, a convidada é a atriz, poetisa e cantora Elisa Lucinda. A ativista das Nações Unidas (ONU Brasil) conversa com os estudantes no dia 7 de março, às 10h, no Centro Comunitário Athos Bulcão, do campus Darcy Ribeiro. Na oportunidade, Lucinda abordará a temática de direitos humanos em diálogo com a campanha UnB Mais Humana.

  

PERFIL – “Sou uma artista comprometida com o meu tempo. Se minha arte não servir para trazer alguma luz sobre a contemporaneidade, ela não me interessa. Arte é uma forma de conhecimento”, define Elisa Lucinda.

 

Foto: Vitor Nogueira

 

Uma das escritoras que mais populariza poesia no país, tem dezoito livros publicados e, entre suas premiações, está o selo Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil, pela obra A menina transparente.

 

Vive no Rio de Janeiro, cidade que adotou como sua desde que saiu de Vitória, no Espírito Santo. Referência da cultura capixaba, coleciona em seu currículo recitais, palestras, cursos, shows e apresentações teatrais, tais como A paixão segundo Adélia Prado e o monólogo Parem de falar mal da rotina, que completa 15 anos com a marca de oito milhões de espectadores.

 

Vive o papel de uma lésbica, pela primeira vez, em L´O musical. A personagem é uma escritora de novela que foi casada com uma grande atriz, vivida por Ellen Oléria. Com patrocínio do Centro Cultural Banco do Brasil e montagem do diretor Sergio Maggio, a peça da dupla de pretonistas estreou em Brasília, já passou pelo Rio de Janeiro e agora entra em cartaz em São Paulo.

 

Fundadora da Casa Poema, instituição de arte educacional que ensina a poesia falada de modo coloquial a professores e outros profissionais liberais, a artista desenvolve – ao lado da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Fundação Ford e da Unicef – projetos sociais onde a palavra se transforma em poder e cidadania.

 

Versos de liberdade, por exemplo, é um programa que leva poesia e palavra escrita e falada aos meninos que cumprem medidas em instituições socioeducativas. Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre são algumas das cidades onde desenvolve seu trabalho com a juventude excluída e oriunda da evasão escolar. Outro projeto é o Palavra de polícia, outras armas, cuja proposta é usar a força da palavra para uma política cidadã de segurança.

 

Elisa Lucinda, neste momento, está fazendo cinema, TV e teatro. Está no ar como Januária, mãe do Edgar (Marcelo Mello), na trama Tempo de Amar, dirigida por Jayme Monjardim e escrita por Alcides Nogueira, com o argumento do escritor Rubem Fonseca. Começa a filmar sua participação no filme Boderline, onde dá vida a uma professora universitária de psicologia. O filme é dirigido por Cibele Amaral e tem Bárbara Paz no papel principal.

 

Com o seu romance Fernando Pessoa, o cavaleiro de nada, prefaciado pelo escritor moçambicano Mia Couto, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2015. A obra está sendo traduzida para francês, inglês e espanhol. A escritora, cantora, jornalista e atriz também estrela a campanha Vidas Negras, da ONU.

 

Serviço:

#InspiraUnB

Data: 7/3/2018

Horário: 10h

Local: Centro Comunitário Athos Bulcão